terça-feira, maio 29, 2007

a um palmo do céu

A vida é uma montanha russa. E se, por acaso, ainda não experimentámos a vertigem e o pânico da descida descontrolada, isso não significa que fiquemos eternamente nas alturas, inebriados pela paisagem. Um tempo haverá, um tempo chegará, provavelmente quando menos esperarmos, em que sentiremos o estômago subir-nos à boca e em que o diafragma nos atrofiará os pulmões. O vento arrancar-nos-á lágrimas dos olhos e o coração tentará cavalgar para longe da jaula que o comprime.

Nesse tempo, nesse momento, se eu sentir a tua mão na minha, o teu corpo junto ao meu,...

... então, saberei que só descemos para podermos apreciar ficar novamente a um palmo do céu.